13 de setembro de 2010
Educação, por nós.
9 de setembro de 2010
E qual é a realidade no Brasil?
É importante perceber que ainda existem muitas atitudes que podem ser tomadas para melhorar o sistema educacional brasileiro. Escolher bem o candidato é uma delas. Na hora de votar, é preciso saber as propostas dos candidatos para a educação. É preciso ter uma conscientização, uma verdadeira mobilização por parte dos eleitores para que possam escolher bem o futuro da sociedade, bem como cobrar por melhores condições de vida, tanto na área da educação como da saúde, segurança etc.
7 de setembro de 2010
(Renato Russo)
Educação é Liberdade - Da Weasel
Tenta perceber a tua identidade,procura no teu íntimo a verdade
Não és apenas mais uma pessoa que aparece neste mundo à toa
Tenta encontrar as tuas raízes senão pode ser que algum dia as pises
Só assim perceberás quem tu és no sangue que te corre da cabeça aos pés
Talvez daí tires uma lição sobre o que se passa neste mundo cão
Muitas vezes é preciso saber ouvir, ir em frente quando apetece desistir
É mais forte o homem que sabe criar um filho do que aquele que apenas prime um gatilho
É mais fácil matar que ler um livro, verdade? Mas a bala é a prisão, educação é liberdade
Cada terra com seu uso, cada roca com seu fuso
Nasci em Angola, tenho mãe cabo-verdiana,
sempre vivi em terra lusitana 3 culturas que não vou separar
Todas têm muito para me ensinar, prefiro antes fazer uma fusão
Porque a força vem da união. Nunca segui o caminho da violência
Constitui um atentado à minha inteligência
Podes ser o gajo mais teso, mais duro, mas não é assim que vais sair do escuro
É mais forte o homem que sabe criar um filho do que aquele que apenas prime um gatilho
É mais fácil matar que ler um livro, verdade? Mas a bala é a prisão, educação é liberdade
Tantos putos em idade de estudar passam o dia na rua a roubar
Essa situação não pode continuar, todos temos um futuro a assegurar
Ou também queres como um burro trabalhar e ser mais um para o patrão explorar
Escuta bem esta voz amiga, pensa no sofrimento que nos liga
Não sejas mais um irmão que estagnou e que para o outro lado se passou
Ficou pela delinquência, olha em frente, tem prudência }
Sabemos que este mundo não é perfeito, mas unidos podemos dar um jeito
É mais forte o homem que sabe criar um filho do que aquele que apenas prime um gatilho
É mais fácil matar que ler um livro, verdade?
Mas a bala é a prisão, educação é liberdade.
Voto por uma educação melhor
Há muitas atitudes que podem ser tomadas para melhorar o sistema educacional brasileiro. Escolher bem o candidato é uma delas
Texto
Eliane Scardovelli e Antonio Costa Junior
Na hora de votar, conheça as propostas do seu candidato para a educação
Segurança, atuação dos governantes, trabalho e saúde. Para a maioria dos brasileiros esses são os problemas mais relevantes do país. Na lista das preocupações, a educação só aparece em quinto lugar é o que aponta pesquisa feita pelo Educar para Crescer em parceria com o Ibope em agosto de 2008. Soma-se à falta de conscientização, estatísticas nada alentadoras. Mais da metade dos professores do Ensino Fundamental não possuem formação superior e 11% dos adultos não sabem ler nem escrever.
Como mudar esse quadro? Mozart Neves, presidente-executivo do Todos Pela Educação, responde: Precisamos seguir o exemplo da Coréia do Sul, que passou por uma febre de educação e, com isso, conseguiu ter o melhor ensino básico do mundo. Fernando Haddad, ministro da Educação, aponta um caminho: A população deve incorporar o valor da educação como incorporou o valor da democracia. E é pela democracia e pelo poder do voto que o Brasil pode acertar seus rumos.
O partido da saúde e o partido da educação
por Fabiane Leite
Durante debate promovido nesta semana pelo Estadão, o ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que vê no setor uma aglutinação de partidos e movimentos sociais em torno dos mesmos projetos, como os de reforço da formação dos professores. Falou disto quando questionado sobre como transformar as políticas que vigoram atualmente em políticas de Estado, afastando o risco de desmantelamento do que já foi construído.
“Tirando questões muito polêmicas e difíceis (como a reforma universitária, reconheceu), em todos os demais projetos foi possível construir a unidade. Penso que, à semelhança da Saúde, que já conseguiu esse avanço, eu creio ser possível dizer hoje que já há uma espécie de Partido da Educação no Congresso Nacional. Partido da Saúde todo mundo conhecia. O da Educação está se constituindo ao longo dos últimos anos.”
No campo da saúde, realmente, ainda que tenham surgido, nos últimos anos, vozes que defendem um Sistema Único de Saúde (SUS) só para os mais pobres, há uma ampla aliança de diferentes partidos em torno de suas bases, que são a universalidade (saúde pública para todos), a equidade (mais para os mais necessitados) e a integralidade das ações de saúde (garantir a cobertura de diferentes necessidades, da prevenção, saúde básica à alta complexidade, passando pela assistência farmacêutica).
Mas o partido da saúde também tem muito a aprender com o partido da educação, que nos últimos anos avançou claramente na construção de índices de avaliação do sistema que permitem à sociedade, mesmo com as diferenças regionais, ter um mínimo de controle sobre a qualidade dos serviços, cobrar de uma maneira mais objetiva e contundente.
Na saúde não é bem assim. Mesmo metas pactuadas raramente têm seus resultados exibidos com transparência. Claro que os desafios para a construção de índices são imensos, dada a diversidade de parâmetros _na Educação, há informações bem claras sobre qual é a demanda, sobre como ela deveria evoluir. Mas o próprio Ministério da Saúde já reconheceu a necessidade e vem prometendo um quadro mínimo de indicadores que permitam avaliações melhores das gestões.
Na Educação, muitos não gostam dos rankings elaborados pela imprensa com os resultados dos diversos índices e provas, mas, apesar de suas limitações, a verdade é que eles colocam na berlinda ministros, secretários, diretores, assessores, legisladores e fazem o País inteiro discutir o que importa.
Propostas dos partidos para a Educação e a Escola Pública
O meu voto no dia 27 está decidido há muito tempo. É um voto firme a favor da Escola Pública de Qualidade para Todos. Uma escola democrática, inclusiva e que cumpra o desígnio de formar cidadãos íntegros, felizes e úteis à sociedade.
Não estando em causa a necessidade de me esclarecer sobre a bondade dos programas partidários que se vão apresentar a sufrágio no dia 27 deste mês, nem por isso deixei de olhar para o que nos propõem os partidos que têm representação parlamentar. Confesso que foi uma leitura na diagonal, e apenas centrada nos capítulos reservados à educação. A essa leitura juntei a do inquérito que o Jornal da Fenprof realizou junto dos partidos parlamentares e que está disponível online.
É verdade que nos dois debates já realizados, nas intervenções de pré-campanha e até nos programas eleitorais, os temas educativos são tratados de uma forma demasiado generalista e ambígua. No entanto, se atendermos às propostas de cada partido sobre as políticas públicas, e a relação de forças entre o sector público e o privado que defendem relativamente aos sectores da Educação, da Saúde e da Segurança Social, penso que podemos ficar com um quadro mais claro do que fica para lá do discurso eleitoral destinado a cativar a simpatia dos professores.
Do meu ponto de vista existe uma linha divisória muito clara entre as posições que são defendidas por PCP e BE por um lado, e as defendidas por PSD e CDS por outro, ficando o PS a navegar em águas turvas, piscando o olho à esquerda e à direita, mas com especial inclinação para a continuidade das políticas determinadas pela globalização neo-liberal.
Durante o combate que os professores tiveram que travar contra o governo PS, ao longo destes quatro anos e meio, houve uma concentração excessiva nas questões relacionadas com a divisão da carreira, com as quotas e com a ADD. Embora tenha sido também matéria de preocupação das organizações sindicais e de muitos professores, as alterações ao modelo de gestão e das condições de trabalho e organização do horário docente foram consideradas em categorias à parte, sobretudo em termos de exposição pública e debate mediático.
No entanto, o pacote legislativo que teve o seu início com o ECD e terminou com a posse dos directores, entremeado pelos “complex” e “simplexes” avaliativos, tem que ser entendido como um todo e só pode ser combatido eficazmente se percebermos o alcance de cada peça legislativa.
É por isso que se torna muito interessante perceber que, embora com algumas nuances, PS, PSD e CDS estão de acordo com alguns princípios vertidos, tanto no ECD e nas concepções sobre avaliação/prestação de contas, como no que diz respeito à gestão das escolas numa óptica de aproximação àquilo que consideram as boas práticas.
De facto estes três partidos consideram que a qualidade das escolas pode ser medida com base nos resultados obtidos pelos alunos em provas standardizadas, preconizam a responsabilização individual do professor pela obtenção desses resultados e não apontam como prioritária a avaliação da organização escolar, que só aparece esporadicamente como um acessório retórico.
Os três partidos têm uma concepção da ADD prioritariamente considerada como factor de progressão na carreira e não como instrumento de diagnóstico de insuficiências a serem corrigidas, ou de valorização e partilha de boas práticas pedagógicas.
Os três partidos valorizam a dimensão unipessoal da gestão, com vista à identificação de um responsável a quem cobrar os desempenhos e a obtenção de resultados académicos. Essa é uma lógica de controlo top-down, em que a administração e os clientes pressionam o director, que por sua vez exercerá uma fiscalização mais apertada e exigente sobre os seus inferiores hierárquicos.
Nesse sentido, embora afirmem que pretendem acabar com a categoria de titulares, tanto CDS com PSD convergem com a concepção divisória da carreira do PS, ao proporem uma estrutura de carreira que, dizem, permitirá o desenvolvimento pessoal e profissional de todos os professores, através da clarificação de percursos diferenciados a partir da assunção de responsabilidades no exercício de funções não lectivas, de acordo com uma formação especializada.
Os três partidos defendem a entrega da administração das escolas aos municípios e, a médio prazo, a redução das funções do ministério ao papel de uma espécie de entidade reguladora da educação.